Que as prioridades deste mundo se voltem para o ser humano

No início o objetivo era impedir a derrubada de bosques e florestas para a construção de mais rodovias, para dar mais espaço aos carros e transporte privado. A seguir foi a defesa de rios e lagos, depois o esforço de chamar a atenção para a degradação das cidades, dos bairros populares, para as comunidades desassistidas, para as populações de rua, para as massas de desempregados.

O passo seguinte foi a denúncia da exploração das populações nos países subdesenvolvidos, das “dívidas externas”, a estrangulação das políticas “desenvolvimentistas” do FMI, do BM e da OMC, a pauperização e depredação do meio ambiente em escala mundial promovida pela globalização.

Por meio das conexões pela internet  a conspiração adquiriu amplitude e alcançou enorme impacto nos confrontos de Seatle, Washington, Toronto e Praga, em que se tornaram marcos históricos e, agora, mais uma vez, o Brasil.

Quem diria que no novo século o front político retornaria para as ruas, tal como nas pólis da Grécia antiga? Quem diria que alguém fosse aprontar uma festa tão grande que fizesse a retomada e requalificação dos valores, da democracia, do espaço público, para que as pessoas, gente simples, anônima, pudessem participar?

É Sevcenko… se esse é o front o slogan que deve orientar nosso futuro é esse: “a dignidade das pessoas, dos animais, de toda a natureza, deve uma vez mais retornar para o centro da experiência” (Joseph Beuys). E é com essa reflexão que eu termino mais uma reportagem que me tomou semanas.

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