Os números de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog. Foram poucas postagens, mas um ano vibrante! O post “Cinderela às avessas: Loemy e a Cracolândia” chegou a mais de 1.000 visualizações. Que em 2015 eu possa movimentar ainda mais o meonthestreet. Feliz Ano Novo!

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 6.200 vezes em 2014. Se fosse um comboio, eram precisas 5 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo

Cinderela às avessas: a ex-modelo Loemy e a Cracolândia

Capa1-adriana-farias-jornalista-vejaDurante semanas batalhei por uma história que parecia impossível de ser contada e ainda rodeada de perigos.

Loemy veio do interior do Mato Grosso tentar a vida de modelo em SP, mas as frustrações e dificuldades da cidade grande se aliaram a um profundo trauma que sofreu na infância.

A história acabou na Cracolândia, mas esse não é o fim. É o início de uma luta para largar as drogas e retomar a vida. Leiam na edição desta semana a minha reportagem de sete páginas em Veja São Paulo.

http://vejasp.abril.com.br/materia/loemy-modelo-cracolandia

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Fazer 25 anos é…

Esses dias o colunista da Folha Michel Laub fez um texto sobre como era completar 40 anos de idade. Reparei que o fato de eu estar próxima dos 25 anos, completo só em agosto, já vem suscitando uma série de questionamentos existenciais nas mesas de bar.

Fazer 25 anos é…

– Estar na idade certa para arriscar.
– Ter tempo para correr atrás e corrigir o erro.
– Querer abraçar o mundo.
– Parar de ler as histórias dos outros e trilhar a própria.
– É viajar com os próprios olhos e pés para valorizar o que é meu.
– Sair para o desconhecido como quem foge de casa, como se estivessem abertos todos os caminhos do mundo.
– Ser mais otimista do que pessimista.
– Acreditar que o ser humano ainda tem salvação.
– Ter medo do desemprego.
– Ser eternamente foca diante de profissionais gabaritados.
– Ter disposição, coragem e perseverança para lançar um projeto de gente grande.
– Se sentir desabrigada para estar bem sob o próprio teto.
– Amar como se não houvesse amanhã.
– Procurar momentos para esquecer quem você é, suas prioridades e como você deveria ser.
– Parar de querer encontrar o homem perfeito.
– Valorizar e retribuir aquelas palavras amáveis que podem mudar o seu dia e de outra pessoa.
– Se achar adulta no trabalho, mas adolescente para decisões de relacionamento.
– Não querer casar e nem ter filhos.
– Sair de um show com um bando de desconhecido para comer um lanche no MC’Donalds.
– Ainda ter na porta do quarto um pôster surrado daquele rock star da adolescência.
– Acreditar em horóscopo.
– Ficar muito tempo conectada, mais do que realmente deveria.
– Ainda ser intolerante com certos tipos de música.
– Conversar muito por Facebook e menos ao vivo ou por telefone, o que é um problema.
– Transformar colegas de trabalho e de faculdade em amigos para vida toda.
– Saber detectar pessoas de mal caráter e aprender a nunca entrar no joga delas.
– Antecipar o medo de chegar aos 30, talvez solteira e fora de forma.
– Comer mal, dormir mal e perceber que está na fase de engordar e não conseguir emagrecer.
– Falar muita bobagem e cometer gafes.
– Entrar num bate cabeça sem medo dos marmanjos.
– Sair da balada às 4h para acordar às 7h para ir trabalhar.
– Valorizar os pais e perceber que a batalha deles se reflete em quem você é hoje e no que conquistou.
– Sair definitivamente daquele esquema, escola, cinema, clube e televisão.
– Ver um filme do Godard, falar do Planato Central e coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar.
– Ter certeza que por meio da música o ser humano pode viver para sempre.

E para você? Como é ter 20, 25, 30 ou mais?

Entrevista no programa 360 da TV Cultura

Dei uma entrevista bem bacana sobre o meu livro à equipe da TV PUC na 22ª Bienal do Livro de São Paulo, que aconteceu em agosto.

A reportagem mandou a entrevista para o programa Cultura 360, da TV Cultura. O pgm é uma parceria entre a Fundação Padre Anchieta e a Associação Brasileira de Televisão Universitária.

Uma equipe de curadoria faz a escolha dos vídeos que serão exibidos na TV Cultura e… o meu foi escolhido! Eba! A entrevista vai ser exibida amanhã (8), às 7h30!

Fiquei sabendo da notícia e fiquei super feliz. Eles escolheram minha entrevista sem saber que eu sou funcionária da emissora. Achei que se descobrissem poderia inviabilizar a exibição na TV, mas a equipe disse que isso não iria interferir e ficaram felizes de saber que eu fazia parte da equipe do Jornalismo \o/

ENTREVISTA TV CULTURA 2

Espero que consigam me assistir na TV Cultura! 7h30 de um sábado é complicado, mas vale a intenção. Depois me digam o que acharam da entrevista!

2ª parte da entrevista sobre “London Calling” no blog do jornalista do UOL

Na segunda-feira (5), publiquei aqui no meonthestreet a primeira parte da entrevista que dei ao jornalista do UOL Rodrigo Borges Delfim sobre o meu livro, “London Calling – histórias de brasileiros em Londres”, lançado em agosto na 22ª Bienal do Livro.

Abaixo, segue um trecho da segunda parte da entrevista que saiu no blog do jornalista, o MigraMundo. Nessa parte discutimos sobre o capítulo em que trato das histórias de Jean Charles de Menezes, o mineiro morto pela polícia britânica no metrô de Londres em 2005, e de seu primo Alex Pereira:

Como foi para você levantar a história da família do Jean Charles? O que você sentiu, de onde veio a ideia de inclui-la no livro?
Quando você fala da vida de brasileiros em Londres é impossível não lembrar do mineiro que foi morto no metrô de Londres, por isso eu já pensava em incluir essa história assim que tive a ideia do projeto. Fiz uma pesquisa nos principais veículos brasileiros e internacionais que cobriram a história e também li um livro a respeito da vida de Jean Charles. No meio do percurso, explodiu na mídia aquele escândalo de grampos telefônicos do News of The World, tabloide do empresário Rupert Murdoch. Uma das pessoas que haviam sido grampeadas foi justamente o Alex Pereira, primo de Jean Charles. A partir daí passei a focar minha pesquisa nele. O que eu encontrava sobre o Alex na mídia brasileira era um pouco superficial, mas o suficiente para saber que ele tinha muita história para contar e ninguém soube explorar isso. Na época, a mídia estava na loucura para ter o caso do Jean e se esqueceram do Alex, que foi um homem muito importante e peça fundamental nessa história toda. Viajei à cidade de Gonzaga (MG) para contar muito mais do que a história do Jean, mas sim a do próprio Alex, que lutou contra gigantes para provar a inocência do primo.

Após o caso Jean Charles, você acha que algo mudou na Inglaterra depois disso, seja para os ingleses, seja para os imigrantes que lá vivem?
Depois da morte do Jean acredito que nada mudou no Brasil, apenas ganhamos um filme sobre o assunto e muita mídia na época. Já na Inglaterra, apesar de nenhum policial ter sido culpado pelo crime, eles se sentem envergonhados e a comunidade brasileira não deixa esquecer o que aconteceu ao manter o altar para o mineiro em frente a estação de Stockwell, onde ele foi assassinado. O que aconteceu com Jean Charles foi parte do arbítrio policial e repressivo que tomou conta das forças policiais no mundo inteiro após o 11 de Setembro. Além disso, Jean também teve o azar de ser pobre e imigrante, condições que o tornaram especialmente vulnerável na era atual.

(Leia a entrevista completa no blog MigraMundo)

Entrevista sobre “London Calling” no blog do jornalista do UOL

Nesta semana dei uma entrevista super bacana ao jornalista do portal UOL Rodrigo Borges Delfim. A primeira parte do nosso bate-papo foi publicada no novíssimo blog do jornalista, o MigraMundo, que aborda temas ligados a migração, dentro ou fora do Brasil.

Conversamos sobre o meu primeiro livro “London Calling – histórias de brasileiros em Londres” que lancei no mês de agosto deste ano no Teatro Augusta e na 22ª Bienal Internacional do Livro.

Reproduzo aqui um trecho do post do Rodrigo:

De onde veio a ideia de transformar a experiência na Terra da Rainha em TCC e, depois, em livro? O que te inspirou?
A viagem para Londres foi a minha primeira experiência internacional, então fui com dois olhares, o de jornalista e o de criança, puro e sempre de olho em tudo sem deixar escapar nada. Lá, eu passei a conviver com muitos estrangeiros, mas as histórias dos brasileiros que moravam lá me fascinavam e me horrorizavam também. Cheguei no Brasil completamente transformada e inspirada por essa experiência. A princípio, o meu TCC seria em dupla e com outro tema, mas numa certa noite eu comecei a ler o livro “Da Rosa ao Pó”, do jornalista Gustavo Silva, sobre as histórias que ele descobriu do pós-genocídio na Bósnia. E percebi que o que eu vivi em Londres com os brasileiros que eu encontrei poderia virar o meu TCC, em formato de livro. Eram 4h da manhã quando levantei da cama e mandei um e-mail para o meu orientador perguntando se ele concordava com a ideia de mudar de tema aos 45 minutos do segundo tempo. Com a resposta afirmativa dele eu não tive dúvidas, desmanchei a minha dupla e parti para a empreitada. Uma vez escutei de um grande jornalista que a nossa profissão deve exercer a humanidade, ou seja, o repórter deve estar disposto a sair da sua zona de conforto e enfrentar as adversidades, ouvir o outro, o inusitado e o diferente. Juntei isso com a minha admiração pelo New Journalism, que é a junção da narrativa jornalística com a literatura, e entrei no calor psicológico dos meus personagens.

O que mudou no decorrer do TCC e no percurso até a obra chegar às livrarias?
O Ziraldo, pai do menino maluquinho, disse uma vez que você nunca será um grande escritor se não for ambicioso e corajoso. Isso é uma grande verdade. Comecei o meu TCC já com a intenção de que ele poderia virar um livro comerciável. É claro que algumas coisas foram me decepcionando no meio do caminho, como alguns bons personagens que não queriam participar, conciliar o trabalho com a produção do TCC, problemas técnicos com ele, entre outros. Mas eu estava muito confiante e apaixonada pelo tema, que eu havia vivenciado. E por que não lançar um livro de brasileiros em Londres, que é uma cidade tão impregnada no imaginário popular?

Aproveitando uma pergunta que você fez aos entrevistados para o livro: Para você o que Londres é e o que Londres não é?
Para mim Londres é vida! É a possibilidade de você conhecer o mundo todo em apenas um lugar onde a diversidade cultural impera. Poxa, é o país do punk que questionou a pompa da sociedade britânica, quebrou paradigmas e trouxe uma nova forma de encarar a música, como peça chave para entender as angústias do povo. E para mim Londres não é um país onde as coisas caem do céu, onde tudo é maravilhoso e nada dá errado. Aquele famoso ônibus vermelho de dois andares pode estar impregnado de preconceito e xenofobia.

O que você sentiu ao voltar para o Brasil? Houve algum tipo de choque?
Sim! Fiquei menos de um semestre, infelizmente. Quando voltei foi inevitável fazer as comparações sobre a nossa mobilidade urbana e a deles, o hábito dos ingleses de ler no metrô, mas foi muito bom ter voltado e ter aprendido a dar mais valor para a nossa cidade e o que está ao nosso redor. Uma coisa muito legal é que alguns dos personagens do meu livro que voltaram ao Brasil souberam disseminar e contagiar os colegas de trabalho, família e amigos com as experiências que tiveram em Londres. Muitos deles estão hoje ajudando a construir uma cidade melhor a partir do que aprenderam lá fora. Isso teria valido um capítulo extra ao meu livro, mas não deu.

Que tipo de retorno você tem recebido do livro London Calling, seja por parte dos leitores, seja em relação aos personagens?
Muitas pessoas leram o livro em 2 dias! O retorno têm sido muito positivo e, para falar a verdade, emocionante! Quando um leitor me escreve dizendo que o livro o inspirou a ter uma vida mais criativa e engajada eu fico muito contente, porque a intenção era essa mesma. Tirar as pessoas do comodismo e mostrar que existe um mundo lá fora a espera delas e que não é impossível sair do país; ou mesmo sair de São Paulo e ir conhecer a zona leste, ou até ir ver aquele museu que fica do lado da sua casa.

Você saberia traçar um “antes e depois” de si própria, sobre como você era antes da sua experiência em Londres e como voltou da viagem?
A conclusão do livro é exatamente o antes e o depois não só de mim, mas de todos os personagens da obra. Londres me ajudou a enxergar um outro Brasil. A busca de experiências autênticas foi um compromisso que me transformou irreversivelmente e fez surgir uma nova versão de mim mesma. Parei de ler as histórias dos outros e fui trilhar a minha própria.

(Leia a entrevista completa no blog MigraMundo)

Comprando briga para entrevistar ator de “Drake & Josh”

Famoso pelo seriado “Drake & Josh”, o cantor norte-americano Drake Bell veio ao Brasil em setembro de 2010 para shows em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte e na minha temporada de “repórter teen” entrevistei o moçoilo para a PlayTV, antigo canal 21. Encontrei o vídeo da matéria e compartilho com vocês no meu canal no youtube =)

Drake Bell começou cedo a carreira de ator e não demorou para que ele se tornasse sucesso entre os adolescentes e também adultos. Foi indicado e venceu inúmeros prêmios na TV, entre eles, Teen Choice Awards, Kids Choice Awards, Ascap Awards e Young Artists Awards.

Além de ter sido protagonista do seriado “Drake & Josh”, ele também fez participações em outras séries como “I-Carly”, “O Show de Amanda”, “The Nightmare Room”, “Seinfield” entre outros.

Microfone na mão

A entrevista com Drake estava marcada para uma sexta-feira, às 19h, no antigo Citibank Hall, em Moema, na zona sul de São Paulo. Eu não poderia me alongar na entrevista porque em poucas horas o músico subiria ao palco e ainda precisaria se arrumar.

De acordo com os produtores, a entrevista seria feita em um camarim da casa de show ou em um corredor com equipamentos para que desse o sentido de turnê na gravação da matéria. Achei que a ideia poderia funcionar, mas olhei o enquadramento e não gostei nem do camarim e muito menos do corredor, que era movimentado e tinha as paredes manchadas.

Dando uma de João sem braço… sugeri que a entrevista fosse feita em cima do palco (coisa que muitas bandas rejeitam por conta da movimentação dos técnicos). Ninguém tinha feito a entrevista lá e o ambiente estava lindíssimo.

A produção e os técnicos do músico rejeitaram a proposta de imediato dizendo que iria atrapalhar, que poderia atrasar o show, que o palco estava incompleto… mas não desisti fácil e comprei a “briga” usando meus argumentos de telejornalismo para convencê-los! Disse que era fundamental a entrevista ser em cima do palco até por conta da importância da imagem que o Drake Bell iria passar para o público… que a emissora prezava por sets apropriados e diferenciados da concorrência e o melhor (!) eu prometia gravar super rápido e não mexer na estrutura do palco só arrumar o enquadramento =)

Papo vem papo vai e consegui amolecer o coração da equipe antes que o Drake chegasse. Montamos o equipamento, arrumamos rapidamente o set com a ajuda dos técnicos, reli a pauta e estava pronta para entrevistá-lo.

Por um momento, comecei a estranhar uma muvuca atrás de mim… achei que eu iria fazer a entrevista com um pouco de privacidade, mas não foi o caso. Todos os técnicos brasileiros e estrangeiros do músico pararam de trabalhar para ver a entrevista, o tour manager quase grudou do meu lado e no fim tinha ao menos 30 pessoas assistindo tudo de camarote. É claro que deu aquele frio na barriga, meu inglês travou, mas nada que uma boa mimica não resolvesse.

A gentileza e o carinho do músico me deixaram mais tranquila e fiz a entrevista até a casa de show abrir as portas. Os fãs enlouquecidos correram até a grade do palco gritando o nome do músico. Mesmo com as cortinas da casa fechadas e abafando o som da nossa entrevista, alguns fãs perceberam que o cantor estava ali e enlouqueceram. Foi aí a hora de finalizar a conversa!

Ah e curiosidade… Drake acha muito mais empolgante ser músico do que ator. E aí?Preferem ele no “Drake & Josh” ou como cantor?