E o Brasil mata Lemmy Kilmister, vocalista do Motorhead

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Durante a madrugada a Top Link, por meio do produtor Paulo Baron, divulgou uma nota no Facebook avisando que Lemmy, 67, havia morrido. Claro que a notícia pareceria ser verdadeira já que o músico, por problemas de saúde, teve que cancelar metade do set da banda durante recente apresentação no Wacken Open Air (Alemanha).

Pela Top Link ser uma companhia de credibilidade e fonte de material jornalístico, muitos sites especializados em música replicaram a notícia. O problema é que a “ânsia pelo furo” produziu uma cegueira geral e todo mundo deu barriga (jargão jornalístico para publicação falsa).

Esqueceram de consultar outras fontes, que facilmente desmentiriam o fato. Uma informação de morte é muito grave e a não ser que venha de uma fonte 100% segura (como a produção direta do Motorhead) deve ser checada com outras fontes.

Quem foram mais jornalistas nessa hora? Os leitores que desconfiaram e foram obter informação nos sites estrangeiros.

E aí o que aconteceu? Fomos motivos de chacota nos portais gringos. Uma amiga do guitarrista do Motorhead desmentiu a informação, após ligar para banda. Ainda durante o período que se acreditava na morte de Lemmy, Dave Mustaine, do Megadeth, sem saber da publicação no Brasil, postou em seu twitter que o músico estava em uma rápida recuperação.

E a Top Link levou mais de 10 horas para desmentir a informação, fazendo com que ela se espalhasse desenfreadamente pelas redes sociais.

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Comprando briga para entrevistar ator de “Drake & Josh”

Famoso pelo seriado “Drake & Josh”, o cantor norte-americano Drake Bell veio ao Brasil em setembro de 2010 para shows em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte e na minha temporada de “repórter teen” entrevistei o moçoilo para a PlayTV, antigo canal 21. Encontrei o vídeo da matéria e compartilho com vocês no meu canal no youtube =)

Drake Bell começou cedo a carreira de ator e não demorou para que ele se tornasse sucesso entre os adolescentes e também adultos. Foi indicado e venceu inúmeros prêmios na TV, entre eles, Teen Choice Awards, Kids Choice Awards, Ascap Awards e Young Artists Awards.

Além de ter sido protagonista do seriado “Drake & Josh”, ele também fez participações em outras séries como “I-Carly”, “O Show de Amanda”, “The Nightmare Room”, “Seinfield” entre outros.

Microfone na mão

A entrevista com Drake estava marcada para uma sexta-feira, às 19h, no antigo Citibank Hall, em Moema, na zona sul de São Paulo. Eu não poderia me alongar na entrevista porque em poucas horas o músico subiria ao palco e ainda precisaria se arrumar.

De acordo com os produtores, a entrevista seria feita em um camarim da casa de show ou em um corredor com equipamentos para que desse o sentido de turnê na gravação da matéria. Achei que a ideia poderia funcionar, mas olhei o enquadramento e não gostei nem do camarim e muito menos do corredor, que era movimentado e tinha as paredes manchadas.

Dando uma de João sem braço… sugeri que a entrevista fosse feita em cima do palco (coisa que muitas bandas rejeitam por conta da movimentação dos técnicos). Ninguém tinha feito a entrevista lá e o ambiente estava lindíssimo.

A produção e os técnicos do músico rejeitaram a proposta de imediato dizendo que iria atrapalhar, que poderia atrasar o show, que o palco estava incompleto… mas não desisti fácil e comprei a “briga” usando meus argumentos de telejornalismo para convencê-los! Disse que era fundamental a entrevista ser em cima do palco até por conta da importância da imagem que o Drake Bell iria passar para o público… que a emissora prezava por sets apropriados e diferenciados da concorrência e o melhor (!) eu prometia gravar super rápido e não mexer na estrutura do palco só arrumar o enquadramento =)

Papo vem papo vai e consegui amolecer o coração da equipe antes que o Drake chegasse. Montamos o equipamento, arrumamos rapidamente o set com a ajuda dos técnicos, reli a pauta e estava pronta para entrevistá-lo.

Por um momento, comecei a estranhar uma muvuca atrás de mim… achei que eu iria fazer a entrevista com um pouco de privacidade, mas não foi o caso. Todos os técnicos brasileiros e estrangeiros do músico pararam de trabalhar para ver a entrevista, o tour manager quase grudou do meu lado e no fim tinha ao menos 30 pessoas assistindo tudo de camarote. É claro que deu aquele frio na barriga, meu inglês travou, mas nada que uma boa mimica não resolvesse.

A gentileza e o carinho do músico me deixaram mais tranquila e fiz a entrevista até a casa de show abrir as portas. Os fãs enlouquecidos correram até a grade do palco gritando o nome do músico. Mesmo com as cortinas da casa fechadas e abafando o som da nossa entrevista, alguns fãs perceberam que o cantor estava ali e enlouqueceram. Foi aí a hora de finalizar a conversa!

Ah e curiosidade… Drake acha muito mais empolgante ser músico do que ator. E aí?Preferem ele no “Drake & Josh” ou como cantor?